A Associação Parkinson do RS - APARS, fundada em 2002, tem o propósito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença de Parkinson e de seus familiares. É uma entidade sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, de caráter beneficente e educativo. Sobrevive unicamente graças à sua contribuição, pois não possui nenhuma outra fonte de receita. Entre as ações que estamos realizando estão: apoio, orientação e informações aos portadores da doença de Parkinson, seus familiares e cuidadores; palestras a cargo de profissionais da saúde, tais como neurologistas, neurocirurgiões, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros, e promover ações junto a entidades públicas visando garantir o acesso regular aos medicamentos.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Debatedores defendem assistência integrada para pessoas com doença de Parkinson

Audiência pública na Comissão de Seguridade Social debateu projeto que define diretrizes do SUS para política de atenção integral a doentes de Parkinson
17/11/2016 - Projeto em discussão na Câmara dos Deputados pode contribuir para integrar a assistência a pacientes com doença de Parkinson (PL 605/15). A proposta foi discutida nesta quinta-feira (17), em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família. O texto define diretrizes para a política de atenção integral aos portadores de doença de Parkinson no Sistema Único de Saúde (SUS).

A diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Maria Inês Gadelha, acredita que o projeto estabelece diretrizes necessárias para ajudar os gestores estaduais a melhorar o atendimento integrado aos doentes de Parkinson.

"Nós temos no Brasil mais de 15 mil neurologistas. Destes, 9.608 integram o Sistema Único de Saúde; são quase 90 mil fisioterapeutas no Brasil, sendo que mais de 57 mil no SUS; 27 mil fonoaudiólogos, sendo mais de 17 mil no SUS, ou seja, existe a disponibilidade de serviços. O que realmente pode estar acontecendo é uma dificuldade de integração e organização desses serviços", disse Gadelha.

O presidente da Associação de Parkinson do Rio Grande do Sul, o médico Carlos Roberto Rieder, destacou a importância da criação de centros de atendimento integral. "O ideal é uma equipe interdisciplinar com centros únicos de reabilitação, onde todos os profissionais possam atender o paciente no mesmo momento, evitando que ele vá de um centro para outro, aguardando consulta num centro e depois no outro", afirmou.

Também participou da audiência o presidente da Federação Brasileira de Parkinson, Carlos Anibal Patto, que é autor do livro "Rompendo as Amarras da Doença de Parkinson". "Eu tenho Parkinson há 27 anos e estou bem, mas cumpro todos os procedimentos e toda a medicação necessária", disse. 

Debate ampliado
Autor do projeto de lei que define diretrizes para a política de atenção integral aos doentes de Parkinson, o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP) destacou que o texto pode ser aprimorado por meio de emendas. O deputado também sugeriu que o Ministério da Saúde promova seminários estaduais para incentivar a integração das equipes municipais de saúde, principalmente as que assumem as novas secretarias municipais de saúde a partir do ano que vem.

O relator do projeto na Comissão de Seguridade, deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), já apresentou parecer pela aprovação do texto, que ainda não tem data para ser votado. A audiência desta quinta-feira foi sugerida pelo deputado Hiran Gonçalves (PP-RR). Fonte:Agência Câmara Notícias.

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