A Associação Parkinson do RS - APARS, fundada em 2002, tem o propósito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença de Parkinson e de seus familiares. É uma entidade sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, de caráter beneficente e educativo. Sobrevive unicamente graças à sua contribuição, pois não possui nenhuma outra fonte de receita. Entre as ações que estamos realizando estão: apoio, orientação e informações aos portadores da doença de Parkinson, seus familiares e cuidadores; palestras a cargo de profissionais da saúde, tais como neurologistas, neurocirurgiões, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros, e promover ações junto a entidades públicas visando garantir o acesso regular aos medicamentos.
Nossas atividades se desenvolvem na AMRIGS e IPA, os quais nos apoiam e ainda contamos com o suporte do SIMERS e Naturovos.

sábado, 9 de junho de 2012

Inaugurado em Porto Alegre Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul

Instituto atenderá pessoas com doenças neurodegenerativas e cerebrais.
Pacientes terão acesso a tecnologias revolucionárias de diagnóstico.

06/06/2012 - Foi inaugurado nesta quarta-feira (6), em Porto Alegre, o Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer/RS), que atenderá pacientes com doenças neurodegenerativas e lesões cerebrais. Localizado em frente ao Hospital São Lucas da PUC, na Avenida Ipiranga, o Instituto, vinculado ao Parque Científico e Tecnológico da Universidade (Tecnopuc), receberá pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênios e particulares, que terão acesso a tecnologias de diagnóstico. No futuro, também poderão receber terapias com células-tronco e novos fármacos.

O InsCer/RS será o único centro de diagnóstico do estado com um aparelho de tomografia por emissão de pósitrons acoplado a uma tomografia computadorizada (PET/CT) na mesma unidade de um cíclotron (acelerador de partículas), que transforma os átomos estáveis em átomos radioativos. O material radioativo é usado como marcador para "rastrear" anormalidades durante os exames, perdendo em poucas horas ou até mesmo em minutos a atividade. Com esta tecnologia, por exemplo, é possível diagnosticar e distinguir a doença de Alzheimer de outras demências. No diagnóstico do câncer, a PET/CT é capaz de alterar o tratamento em 15% a 30% dos casos devido ao aperfeiçoamento na detecção do estágio da doença.

O Instituto também conta com um aparelho de ressonância magnética que gera imagens quatro vezes mais nítidas que os convencionais, possibilitando a avaliação de tumores e a diferenciação de outras lesões. Fonte: Globo G1. Leia também no Correio do Povo RSJornal do Comércio RSPioneiro e PUC-RS.
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No Sul, um centro para desvendar os mistérios do cérebro
Centro de neurociência da PUCRS trabalhará de forma multidisciplinar em cruzada que tentará mapear o funcionamento cerebral

Por Pedro Pereira
segunda-feira, 04 de junho de 2012 - O pesquisador Jaderson Costa não deixa por menos. Primeiro diretor do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer), empreendimento que a PUC-RS inaugura nesta quarta-feira, ele acredita que o centro terá a missão de desvendar os mistérios do cérebro. “Com o que temos aqui, podemos mapear o funcionamento cerebral. É uma coisa meio de ficção científica, uma verdadeira cruzada interdisciplinar”, exalta-se Jaderson.

A estrutura do InsCer, conta, está baseada na integração entre diferentes áreas do conhecimento – de químicos a profissionais da linguística –, para que o trabalho não fique restrito a tratar doenças, mas também as antecipe, previna e entenda. “Se tu pões pessoas de backgrounds diferentes para tentar entender o cérebro, isso é muito produtivo. O médico tem uma visão, mas o físico tem outra: ele pode aportar recursos e ver os fenômenos de uma forma diferente do biólogo, por exemplo. Isso é complementaridade”, entende. Em tempos de aumento da expectativa de vida, o InsCer tem entre seus objetivos o aprofundamento em doenças neurodegenerativas, que se tornam mais frequentes à medida em que a idade avança – como Alzheimer e Parkinson.

Foram cinco anos de planejamento e busca por recursos. Depois, um ano de construção do prédio e, há seis meses, a equipe trabalha com licenciamentos e testes de equipamentos. “Tudo começou em 2007. Tínhamos uma área de neurociências bem desenvolvida dentro do Instituto de Pesquisas Biomédicas, além de um setor de neurologia muito desenvolvido no Hospital São Lucas. E ainda contávamos com o parque tecnológico da PUC”, relembra Jaderson.

Neste contexto, o Instituto do Cérebro surge como uma solução para a limitação física que impedia a atração de profissionais de outras áreas. “Vamos congregar físicos, químicos, farmacêuticos, engenheiros, médicos, biólogos e até um profissional de letras, da linguística. Ele estuda o processo de memorização e os estímulos do cérebro e o visualiza funcionando durante a fala. Precisávamos criar um espaço para propiciar o encontro e a interação entre esses profissionais”, afirma Jaderson. Fonte: Revista Amanhã.

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