A Associação Parkinson do RS - APARS, fundada em 2002, tem o propósito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença de Parkinson e de seus familiares. É uma entidade sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, de caráter beneficente e educativo. Sobrevive unicamente graças à sua contribuição, pois não possui nenhuma outra fonte de receita. Entre as ações que realizamos estão: apoio, orientação e informações aos portadores da doença de Parkinson, seus familiares e cuidadores; palestras a cargo de profissionais da saúde, tais como neurologistas, neurocirurgiões, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros, e promover ações junto a entidades públicas visando garantir o acesso regular aos medicamentos.
Nossas atividades se desenvolvem na AMRIGS e IPA, os quais nos apoiam e ainda contamos com o suporte do SIMERS e Naturovos.

domingo, 24 de maio de 2009

As mãos do doutor Pagnoncelli
24 de maio de 2009 | Com Parkinson desde 1991, o pediatra lidera no Estado o instituto incumbido de buscar a cura nas células-tronco, enquanto convive há um ano com o aparelho que coordena suas funções cerebrais

As mãos do médico Ronald Pagnoncelli de Souza voltaram a falar. Pagnoncelli sempre falou também com as mãos, como se conduzisse as frases até a ponta dos dedos. Em outubro de 1991, um mês antes de completar 55 anos, no auge da carreira, sentiu que seus movimentos perdiam leveza. Passou a esconder sob a mesa as mãos trêmulas que não mais o obedeciam. Os pacientes não poderiam ver que as mãos do doutor Pagnoncelli haviam sido caladas pela doença de Parkinson.

Agora, em maio, o pediatra de gerações de gaúchos completa um ano de reabilitação. Sentado na poltrona do escritório, no apartamento do bairro Rio Branco, em Porto Alegre, Pagnoncelli conta por que se sente melhor. O médico de gestos suaves fala de novo com as mãos, sem o desconforto dos tremores.

Desde maio do ano passado, reassume sem pressa, com a ajuda de um chip implantado no peito, o controle dos movimentos. O chip é um microcomputador colocado sob a pele. O aparelho transmite por fios que penetram no crânio as ordens capazes de reorientar o funcionamento do cérebro. Sob o comando do aparelho, impulsos eletrônicos fazem a vigília do equilíbrio que o Parkinson teima em desarrumar. A interferência não é apenas física, como a do marcapasso que dá ritmo aos batimentos do coração. É química.

Pagnoncelli recupera gradualmente os movimentos porque os impulsos da Estimulação Cerebral Profunda agem na complexa rede de neurotransmissores do cérebro que regulam os movimentos do corpo (veja na página ao lado). O cérebro do médico voltou assim a produzir dopamina. A falta ou escassez de dopamina havia acionado a doença que quase o consumiu. (...)

O médico que não sabia como ajudar a decifrar a doença da mãe passou a ser subjugado pela mesma enfermidade. Mas seu dilema também é confrontado com uma perspectiva que os médicos compreendem melhor – a da expectativa de que logo ali haverá a cura. (segue...)

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Um comentário:

Hugo disse...

Desculpem a "maçaroca" feita pela imprensa.
O cérebro somente volta a produzir "dopamina real" se estimulado quimicamente por um precursor, a levodopa, ou "dopamina virtual/sintética", por um agonista (pramipexole, p.ex.).
Os impulsos elétricos do dbs inibem os comandos espúrios, desconexos, do cérebro, que levam aos tremores e movimentos involuntários. Não levam à produção de dopamina!