A Associação Parkinson do RS - APARS, fundada em 2002, tem o propósito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença de Parkinson e de seus familiares. É uma entidade sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, de caráter beneficente e educativo. Sobrevive unicamente graças à sua contribuição, pois não possui nenhuma outra fonte de receita. Entre as ações que realizamos estão: apoio, orientação e informações aos portadores da doença de Parkinson, seus familiares e cuidadores; palestras a cargo de profissionais da saúde, tais como neurologistas, neurocirurgiões, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros, e promover ações junto a entidades públicas visando garantir o acesso regular aos medicamentos.
Nossas atividades se desenvolvem na AMRIGS e IPA, os quais nos apoiam e ainda contamos com o suporte do SIMERS e Naturovos.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cuidadores

Texto original publicado no facebook em 22/07/2015, autoria de Roberto Carlos Miessa Coelho.

Carregar uma doença como a de Parkinson, não é uma tarefa agradável, nem fácil. Mas é preciso.

Por alguma razão ainda desconhecida, tanto fisicamente quanto espiritualmente, carregamos esse peso extra. É sofrido , não é?

Agora, vamos pensar um pouco nas nossas esposas, nos maridos, filhos, enfim nos cuidadores. Que tarefa muito mais difícil deve ser a de cuidar de quem precisa de cuidados especiais .

Considero-os criaturas especialmente designadas para essa difícil missão que é tentar minorar os efeitos da doença através de atenção, carinho, paciência, entre outros atributos positivos que o cuidador deve ter.

Sei que nossa jornada é dura, mas vamos considerar um pouco a jornada dos cuidadores.

Imaginemos por um instante que tipo de sentimento passa pelo coração de uma esposa, de um marido, de alguém que cuida, presenciando todos os dias as nossas dificuldades, sendo a maior testemunha da nossa falência física? O tamanho da sensação de impotência diante da situação?

Consideremos o quanto deve ser difícil ter que dar comida na boca, o quanto deve ser preocupante que o doente não engasgue.

Uma das formas que uso para definir o que é ter a Doença de Parkinson, é a sensação constante de sobressalto. Uma espécie de – “o que vem pela frente agora?”. Multiplique isso várias vezes para ter uma ideia do que passa no coração de um cuidador, ao ouvir um ruído surdo no quarto ao lado, onde está o doente.

Cuidadores são na verdade anjos sem asas, mas com uma imensa paciência para ouvir nossas histórias repetidas vezes, com o carinho desvelado de quem ama de verdade a ponto de deixar o trabalho para cuidar, com a compreensão que precisamos quando nosso humor muda repentinamente. Cuidadores são nossos preciosos guias numa jornada incerta, o que é certo é que estarão ao nosso lado incondicionalmente.
Vamos procurar refletir sobre isso e na medida do que nos for possível, tentar fazer o mesmo que o cuidador faz, só que de outra maneira – manifestando sempre a gratidão de poder dividir mais um dia com pessoas tão especiais como eles são.

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